Para 2011 desejo:
- Amor
- Paz
- Saúde
´
Agora a sério: Desejo que o preço do tabaco desça. Desejo beber o triplo que bebi em 2010. E desejo que todos os meus desejos se realizem.
12.29.2010
12.28.2010
Kolmi
Eu resisto a 48h acordada a pensar nas palavras certas, a pensar como é que te hei-de agarrar até ao dia que me prometeste largar, a pensar se estás igual, se ainda te lembras de tudo, ou apenas de mim. Se ainda me amas e ainda me queres ouvir. Passo horas nisto, a perguntar-me constantemente como é que tudo aconteceu, era como que impossível. Pelo menos o teu sinal de vida ainda existe no meio das nossas discussões. É hoje dia 28, um dia completamente normal, como nunca o foi. Mas eu ainda tenho esperança de eliminar este dia, trocá-lo por um bem mais bonito, menos redondo. Eu sinto que ainda sonhas com o que me dizias no conforto dos nossos abraços, sinto que ainda te vou tirar desse buraco onde te meteste e proteger-te de tudo como sempre te disse. Entende apenas que no dia em que te vir, vais tremer ainda mais, sorrir, abraçar-me até me conseguires largar, sem que eu te afaste, sem que eu te troque por quem menos gostas, sem que faças o que odeio.
E esta é talvez a primeira vez que meto a estranha forma como te odeio de lado, e percebo que tenho saudades tuas. Custa-me acreditar que seja só eu a senti-lo, porque três anos, que me pareceram uma vida, fizeram de mim tudo aquilo que hoje nem sequer deixo que aconteça. Já ninguém vê um sorriso de vergonha, ou aquele que tu gostavas, nunca mais visitei o nosso sitio, já não tenho a tua ovelha, a tua t-shirt é a ultima da gaveta, a tua foto está fora do meu alcance. E bem que eu tento não ter qualquer tipo de recordação tua, mas a tua memória surge incansavelmente, e meto as minhas mãos no fogo em como nunca irás cair no meu esquecimento. O teu nome é dito poucas vezes, e quando aparece, incomoda-me, sem saber o que dizer, prefiro acreditar que te odeio, e que já não preciso de ti. É esta a única forma que tenho de não sofrer, a única solução que arranjei para não me verem fraquejar, o método mais utilizado, o recurso que achei ser infalível e que até hoje, falhou uma única vez, agora...
E esta é talvez a primeira vez que meto a estranha forma como te odeio de lado, e percebo que tenho saudades tuas. Custa-me acreditar que seja só eu a senti-lo, porque três anos, que me pareceram uma vida, fizeram de mim tudo aquilo que hoje nem sequer deixo que aconteça. Já ninguém vê um sorriso de vergonha, ou aquele que tu gostavas, nunca mais visitei o nosso sitio, já não tenho a tua ovelha, a tua t-shirt é a ultima da gaveta, a tua foto está fora do meu alcance. E bem que eu tento não ter qualquer tipo de recordação tua, mas a tua memória surge incansavelmente, e meto as minhas mãos no fogo em como nunca irás cair no meu esquecimento. O teu nome é dito poucas vezes, e quando aparece, incomoda-me, sem saber o que dizer, prefiro acreditar que te odeio, e que já não preciso de ti. É esta a única forma que tenho de não sofrer, a única solução que arranjei para não me verem fraquejar, o método mais utilizado, o recurso que achei ser infalível e que até hoje, falhou uma única vez, agora...
12.21.2010
A caminho
Expontaneamente, do nada, sem querer saber o que se passa realmente, sem me dar ao trabalho de sair de cabeça erguida, amarrei-me a mim própria. O flashback, o sexto, sétimo, oitavo (...) sentido, o feeling, não saiam nunca mais. Estou demasiado longe para poder sentir o que quer que seja. Incapaz de chegar ao porquê, não entendo. Estou presa talvez a 7 meses. A dois furos que me deitam a um repouso que não quero ter. Já nem o sorriso de todas as terças me seduz, ou induz que está realmente tudo bem. As vezes está tudo a nossa frente, o caminho certo. E tantas oportunidades que tive de nunca mais ver nada do que não suporto. Preciso de 90º para dar uma grande volta a isto tudo. O mal aqui é mesmo meu, aposto a minha vida em como não vale nada. Isto é só um dia menos bom, em que penso que me derrubaram de novo, e é tudo culpa do meu feitio pouco regular. Alguma coisa me espera, e é esse o sentido daquilo a que chamam vida. E a minha tanto corre bem, como menos bem, nunca mal, só porque é minha.
12.13.2010
Liderança
Venho avisar que não dei tréguas à vida, que já estive na merda, rodeada de tudo o que me fazia mal, a optar por outros caminhos, mas hoje agarrei-me a algo que não conhecia há já muito tempo. Foi talvez o grande dia, o primeiro de uma temporada que me espera. Sentir o escorrer de cada lágrima de suor, cada respiração mais acelerada, a vontade de fazer cada vez mais e melhor, o sacrifício por todos aqueles que estavam no centro das minhas voltas.E tantas voltas que eu dei a pensar apenas na hipótese de um dia chegar aqui. Eu nem fiz nada de mais, mas a vontade que tinha era o que corria nas minhas veias, que quase explodiam, o meu coração quase saltava pela minha boca, mas eu não desisto mais. Não estou pronta, nem preparada, nem a 50% daquilo que vou voltar a ser, sim, porque nunca deixei de o ser, nunca mesmo. Sou a vitória que derrotou a espera, as dores, as lágrimas, o cansaço. Derrotei a vida que levava, ela declarou-me guerra, e só conseguiu vencer uma única batalha, que triste que andei, passou, estou aqui, de novo, já não volto a falhar. Amanhã é outro dia e vou lá estar. E chega de fraquejar perante o que ela me propõe, já percebi que só tenho que a olhar nos olhos e fingir que não custa. Julgo não ter qualquer tipo de protecção divina, nem sequer um dom, muito menos penso ter a sorte do meu lado, porque ao meu lado, hoje, tive a minha outra vida..
Eu sei que ainda não lhe posso tocar mas, sou 16, não acaba aqui.
Eu sei que ainda não lhe posso tocar mas, sou 16, não acaba aqui.
12.10.2010
O prazer é todo meu.
A personalidade, o nível, e a classe são os elementos importantes, que nunca se ganham, que nunca se perdem, em mim. A personalidade não é forte, nem sei bem o que querem dizer com isso, a minha personalidade é feita à medida de quem me criou, é fruto das experiências, de erros, de bons momentos, é a conclusão que um dia chegará. O nível não é alto, é o meu nível, aquele nível, e eu não deixo baixo, nem deixo que me rebaixem, não estou por cima, estou ao teu lado, e é esse o meu nível. A classe não é nenhuma, sou a postura desajeitada, mas nunca a perco, e isso é ter classe, não sou de classe A, tenho apenas classe. Tudo o resto vem por arrasto, sem restar nada, falta-me tudo. Admito perder a calma, se é que alguma vez a tive, mas o meu estado nervoso é o teu 'slow motion', portanto, o único estado que tenho é proveniente de uma educação pouco valorizada, mas a melhor. Há quem diga que me escondo atrás de alguém que não sou, há quem me ache o máximo sem me conhecer, há quem me fale e nem saiba o meu nome, há quem me agrade ouvir silenciosamente, não interessa, estou bem. Há quem conte os passos que dou, as horas que estou acordada, há quem pergunte mais vezes por mim do que eu, há quem nunca mais quero ver, não interessa, eu fico bem. Há quem saiba os meus sonhos, há quem saiba o que quero, há quem saiba mais que eu, não interessa, irei sair-me bem. Sem sair de lado nenhum ! Não me canso de falar de mim, de escrever aqui mais umas barbaridades, de pensar que alguma vez este blog terá sucesso, tal como penso que qualquer editora vai alguma vez lucrar com uma rubrica que ainda terei de inventar. Apesar das parecenças ainda não sou o Mantorras.
De uma forma muito particular, aprecio os pequenos gestos que por vezes ninguém repara, da minha forma, aprecio quando me dão motivos para actos, razões para não acontecer, gosto de sentir que confundi tudo e todos, quando no fundo, é fácil. Não gosto de ter planos marcados, gosto de convites à própria da hora. Não gosto de regras, gosto que me dêem instruções.Gosto principalmente quando me contrariam, e no fim 'Sim, tens razão'. Olá, estou no Pouca definição.
De uma forma muito particular, aprecio os pequenos gestos que por vezes ninguém repara, da minha forma, aprecio quando me dão motivos para actos, razões para não acontecer, gosto de sentir que confundi tudo e todos, quando no fundo, é fácil. Não gosto de ter planos marcados, gosto de convites à própria da hora. Não gosto de regras, gosto que me dêem instruções.Gosto principalmente quando me contrariam, e no fim 'Sim, tens razão'. Olá, estou no Pouca definição.
11.29.2010
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Hoje decidi experimentar pintar um retrato que me falasse de ti, decidi mostrar de outra forma o que significas. A tela branca já me dizia tanta coisa, mas mesmo assim resolvi fazer um traço azul como base, depois tracei o nosso caminho, fiz treze traços cor de rosa. Aquilo não se parecia com nada, por enquantoera apenas uma tela traçada por duas mãos pouco ágeis. Mas já era tão bom ela ganhar alguma cor que fiquei parada a admirá-la durante algum tempo, tanto tempo quanto aquele que nos separou, breves instantes, portanto. Passado esse tempo, voltei a pegar no pincel, parecia estar com uma cor mais forte, não era preto, talvez cinzento, porque as fases menos boas também contam, eu não tracei desta vez, marquei apenas pontos cinzentos entre os traços rosa. De repente, a tela cai e foste lá tu, que enquanto me admiravas, quiseste recuperar aquela que vinha a ser a nossa obra. Colocas-te no sitio certo, à hora certa. Depois, senti que a diversão seria fundamental na nossa caracterização, peguei nas cores primárias e fiz delas o fundo da nossa tela. Porque no fundo, nós brilhamos, nós somos o sorriso em qualquer situação, somos o plano perfeito, a diversão em conjunto, o errado que dá certo. Para acabar, dei o toque final, não resisti e pintei de amarelo a única parte que me sobrava, só porque faço o que posso, para te agradar. Assinei com pseudónimo, chama-se Amo-te & Obrigado.
11.26.2010
Love love love
Venho por este meio informar que criei uma personalidade insuportável, e em como a minha falta de paciência tem prevalecido em 50 % da minha vida, graças às multiplas tentativas de riscar o meu nome. Calma. Aqui quem pega na caneta sou eu, e tratei de ser a primeira a riscar-me. Escrever o meu nome, será uma perda de tempo, tal como o tempo que perdi contigo. E se achas que ainda não chega, continua, sou sobrevivente, anti-mal, e ganho sempre, ou então, perco para ganhar. Estou-me a revoltar com meio mundo. A unica motivação que tenho, é que para o ano já não vou estar presente nas fantuchadas, mas que pena, e a pedido de muitas familias, que sorriem ao ver esta noticia, às quais desde já quero deixar um grande beijo, desejo muitas felicidades na minha ausência. Vendo o lado positivo, já não precisam de desviar o olhar quando apareço, nem que o silêncio seja necessário. O lado negativo é que o assunto irá morrer, mas arranja-se outro, queridas. Agora mais a sério, eu já não incomodo mais, mesmo. Até já troquei o vosso clima quente, a ferver, por um bem mais tropical.
No fundo, até sou vossa amiga, estou a evitar que criem apenas uma tortulia e não uma biblia. Minhas santas, declaro-vos como o meu braço direito, ou melhor, como a minha perna direita, é o lado mais fraco. Não vou dizer que não me afecta, se não, nem estava para aqui a escrever sobre como gosto de vocês, mas admira-me eu andar perdida na minha vida e vocês saberem tanto dela. Só te peço que não te estiques demais, senão obrigas-me a esticar a mão bem atrás, e garanto-te uma consulta no dentista.
Vá, não quero lágrimas na despedida, contenham-se por favor que sabem que odeio isto. Beijinhos e continuem a portar-se assim tão bem ;
No fundo, até sou vossa amiga, estou a evitar que criem apenas uma tortulia e não uma biblia. Minhas santas, declaro-vos como o meu braço direito, ou melhor, como a minha perna direita, é o lado mais fraco. Não vou dizer que não me afecta, se não, nem estava para aqui a escrever sobre como gosto de vocês, mas admira-me eu andar perdida na minha vida e vocês saberem tanto dela. Só te peço que não te estiques demais, senão obrigas-me a esticar a mão bem atrás, e garanto-te uma consulta no dentista.
Vá, não quero lágrimas na despedida, contenham-se por favor que sabem que odeio isto. Beijinhos e continuem a portar-se assim tão bem ;
11.22.2010
Recordação/Recuperação
Incontrolavelmente, as lágrimas cairam, num dia em que se assumia de festa, saiu tudo ao contrário. No preciso momento em que disse em voz alta o quanto desacredito em ti, o quanto me tens desiludido, tudo mudou. Ainda nas mesmas circunstâncias tu apareces, e não, eu não te vou dar a parte fraca que pareces gostar de ver, sai então dali, para o sitio mais longe de ti, onde não pudesses sequer ter o gozo de me ver naquele estado, que ninguém vê, e que só a ti confiaria tal mágoa. Foste sempre a única que me viu assim, foi sempre ao pé de ti que mostrei realmente aquilo que eu era, mas desta vez não, eras a ultima pessoa que queria que me visse, a última que desejei revelar tudo o que se estava a passar. As minhas forças tinham esgotado. Falam de explosão emocional, eu refiro-me apenas à vontade de te ter como sempre te conheci. Se te disser que evito dizer o teu nome, evito ver-te, evito tudo o que está relacionado contigo, porque já não me relaciono com o que dizes ser o teu novo 'eu'. Desiludida ? Acredita, eu sou só mais uma que não percebe a tua filosofia de vida. E já disse a todos que me ouvem, que preferia ser eu no teu lugar, não por inveja, mas por pena daquilo em que te tornas-te. Se ainda não descobris-te as diferenças, experimenta jogar mais uma vez, mas aviso-te que vais encontrar mais do que julgas. Só espero, que nunca precises de mim como eu estou a precisar de ti, porque nesse momento, irás sentir que passaram 12 anos a construir realmente nada. O meu silêncio, tal como a minha espera, podem nem sequer dar em nada, sabes que eu nem sou de joguinhos como aqueles que rodeias, mas quando te sentires na necessidade de voltar a sentir amiga de infancia por perto, aquela que espero que não te esqueças de tudo o que fez por ti, sabes que muito perto eu irei estar. Apesar de tudo, eu não consigo controlar a minha vergonha cada vez que te vejo, já não consigo ter orgulho em nada do que fazes, nem num unico gesto. Eu não te perdi, apenas já não te conheço. E é muito triste, muito mesmo não conhecer uma pessoa que por pouco não é do mesmo sangue que eu, uma pessoa que desde que me lembro conheço, que desde sempre pretegi. Talvez agora esteja a errar, e se for preciso é o momento para te ajudar mais uma vez, mas tu sabes como tenho esgotado as minhas forças, e tenho de ser egoista ao ponto de pensar em mim primeiro, em situações diferentes sabes que era a ti que te colocaria nesse lugar, contudo, eu iria contra tudo o que sempre odiei, tudo o que sempre achei incorrecto para depois não obter resultados, e não, não é mesmo isso que eu quero. Isto é só uma lição, e eu sei, que no teu estado normal, me irias pedir desculpa. Peço-te só que não me venhas com perguntas ridiculas, do tipo 'Que mal é que eu te fiz?', porque eu não te irei explicar outra vez.
Fico feliz, porque ouvi falar em mudança, e apesar de não acreditar, só vou poder sorrir quando souber que a mudança é completa e não é só em alguns aspectos. Tu sabes do que falo, e não me vou prenunciar mais acerca de nada. Eu não te deixei, só não consigo mais. Se ainda te lembras, é o Lote 2, a casa que sempre te deu tudo, onde passámos grandes momentos, quando erámos grandes... Isto não é um convite, é um 'volta depressa'.
Fico feliz, porque ouvi falar em mudança, e apesar de não acreditar, só vou poder sorrir quando souber que a mudança é completa e não é só em alguns aspectos. Tu sabes do que falo, e não me vou prenunciar mais acerca de nada. Eu não te deixei, só não consigo mais. Se ainda te lembras, é o Lote 2, a casa que sempre te deu tudo, onde passámos grandes momentos, quando erámos grandes... Isto não é um convite, é um 'volta depressa'.
Comparo-te a água, que me foge das mãos, e já não consigo recuperar.
11.19.2010
Ridiculo.
Hoje abri uma caixa de recordações, estavam lá lembranças e mais lembranças. Pequenos detalhes de problemas gigantes na altura, que agora faria de tudo para trocá-los por estes que arranjei. Não sei, mas parece-me tão banal tudo o que senti em tempos. Tão ridiculo ao ponto de não entender o porquê do drama feito à volta de fases menos boas. Era tudo tão ridiculo. Eu já vesti calças com flores, a minha mãe fazia-me a palmeirinha, usava tenis com luzes, já fiz xixi nas calças, já levei recados na caderneta, já chorei por uma negativa, já bebi lagoa azul e fingi-me bebeda, já menti para ser fixe, já não quis tomar banho durante dias, já tive piolhos, já faltei a uma aula e senti que tinha feito a maior cena de sempre, já joguei gameboy e achava o máximo, já me levantei cedo para ver pókemon e Uma Aventura, já disse que ia ao cinema e fui para o jardim, já fingi fumar e estava com medo que me vissem, já fiz tudo o que hoje acho ridiculo, e gosto do meu ridiculo, ao ponto de ainda hoje ser ridicula.
Do outro lado da caixa, recordava amigos, cartas de amor, brincadeiras, entre tantas outras coisas, e quando reparei, devo ter trocado os lados da caixa porque só vejo problemas em já não ter nem metade daqueles que prometi, vezes sem conta, não desaparecer. E a mim marcaram-me grandes momentos, grandes pessoas, e os grandes serão sempre grandes. No meio da caixa, não estava nada, era a parte vazia que irei preencher, a parte melhor sem dúvida. Está no meio a virtude de todos os momentos que ainda vou passar, das pessoas que irei conhecer, e vou juntar tudo num só,com as que vou perder também. Não me assusta perder se for para ganhar. O meu sempre de hoje é muito mais sincero, porque já acredito nele, e se tiver que ser, tem que ser.
O lado melhor de tudo isto é que não quero largar nenhuma recordação, e quero contar tudo isto um dia mais tarde, sentada com uma ridicula de olhos verdes e cabelo liso, que me irá gozar, como eu já o fiz. Ainda me lembro de há tempos atrás gozar com os penteados curtos, e as calças no umbigo, a moda de hoje.
Talvez o melhor seja mesmo rasgar tudo o que passou, porque o que marca não é numa caixa que fica...
Do outro lado da caixa, recordava amigos, cartas de amor, brincadeiras, entre tantas outras coisas, e quando reparei, devo ter trocado os lados da caixa porque só vejo problemas em já não ter nem metade daqueles que prometi, vezes sem conta, não desaparecer. E a mim marcaram-me grandes momentos, grandes pessoas, e os grandes serão sempre grandes. No meio da caixa, não estava nada, era a parte vazia que irei preencher, a parte melhor sem dúvida. Está no meio a virtude de todos os momentos que ainda vou passar, das pessoas que irei conhecer, e vou juntar tudo num só,com as que vou perder também. Não me assusta perder se for para ganhar. O meu sempre de hoje é muito mais sincero, porque já acredito nele, e se tiver que ser, tem que ser.
O lado melhor de tudo isto é que não quero largar nenhuma recordação, e quero contar tudo isto um dia mais tarde, sentada com uma ridicula de olhos verdes e cabelo liso, que me irá gozar, como eu já o fiz. Ainda me lembro de há tempos atrás gozar com os penteados curtos, e as calças no umbigo, a moda de hoje.
Talvez o melhor seja mesmo rasgar tudo o que passou, porque o que marca não é numa caixa que fica...
11.16.2010
Preciso de falar com vocês.
Eu fui tão longe a vida toda que decidi começar de novo. Se posso ou não posso só esta espera o dirá. Se devo ou não devo, é ao Diabo que encarrego de mo dizer. Ele tem-me perseguido e não pára enquanto não conseguir, paro eu então. Eu até percebo o mal que me queres mas prometo-te não cruzar os braços, talvez porque seja a única coisa que ainda posso utilizar. Deixei a personalidade de menina forte para trás, deixei de encarar tudo, e o meu pensamento negativo era só mais uma prova de como tenho razão. Não me procurem, não me peçam atenção, estou concentrada num só tempo, num só mês. Devolve-me a vida ou assegura-te que sou mais forte que isto, peço-te protecção a ti, Diabo, que és o único que me tem acompanhado lealmente neste processo. És a causa e a consequência dos últimos 37 dias que me destroçaram, e dos próximos 30 que me esperam. Parabéns, o meu coração está muito mais pequeno, mais rápido, menos sensível, mais preocupado. A minha cabeça esgotou por completo, seguramente falta de descanso, talvez precise de a pôr no lugar. O espírito? Esse deve estar contigo, há muito que não o pressinto. O único pressentimento é que já me vês como derrotada, mas como ainda não me tiras-te tudo, e esqueceste-te da força como se soubesses que seria a primeira a fugir de mim, é agora que a vou mostrar, é agora que te vou destruir, e semana a semana quero que presencies o quanto ela vai aumentar. E a ti vida, que te aliaste a ele, como sempre viraste-me a costas, viras-te o jogo para o teu comando, relembro-te: O jogo ainda não acabou, e sabes que jogo bem melhor que tu. Já me viste a chorar, a parar nos teus obstáculos, a sair derrotada de mais uma jogada tua, não verás mais. Eu irei chorar sangue se for preciso, mas já não paro porque tenho o caminho livre, já não quero ter vida.
Agora, reparo naqueles que quando olho para trás se mostram disponíveis, principalmente em ti que com a tua voz grossa me pedes calma e me dás metade da tua vida para poder viver alguma coisa. Verifico e agradeço tudo. E tenho pena de só vos trazer más noticias. Não quero toques no cabelo, preocupações, tragam-me a naturalidade, a verdadeira sensação de poder estar normal. Deixem que esta mascara não caia. Paciência.
Agora, reparo naqueles que quando olho para trás se mostram disponíveis, principalmente em ti que com a tua voz grossa me pedes calma e me dás metade da tua vida para poder viver alguma coisa. Verifico e agradeço tudo. E tenho pena de só vos trazer más noticias. Não quero toques no cabelo, preocupações, tragam-me a naturalidade, a verdadeira sensação de poder estar normal. Deixem que esta mascara não caia. Paciência.
O meu único erro é não deixar de pensar. Culpa dos pressentimentos tão positivos antes de qualquer noticia. 'Força Xana' !
11.15.2010
Certo.
Não sou Chica esperta, neta do Chico Pedro, não te encho o peito porque parece-me ser já suficiente. Trás lá a tua malta, clã, chama-lhe o que quiseres, eu só levo o que utilizas pelo sitio onde comes mais. Fogo no cu ? Fogo tu, sai daqui ! Metes nojo ao ponto de todos picarem o ponto e te rodarem, TRICICLO. Vá, vem lá com mentiras, mas nem te chegues perto, esse teu hálito , EI, vendo bem o hálito já não é teu, mas deixa-me enjoada. Já foste ao médico ? Só tens crescido em tamanho, falta-te o resto. 'Resto ?' Não, agora não te estava a chamar. Oh meu Deus, não me ameaces mais, estou a ficar com medo, juro que daqui a pouco as minhas pernas tremem e fujo de ti, sim, tenho medo de ti, pode ser contagioso. Ainda não percebi qual é o teu estilo, parece que todos te vestem. A azia cura-se, o álcool faz esquecer, tu juntas tudo num e ... Não tenho um livro de instruções 'Como viver a vida' mas aconselho-te, pelo menos, a ter uma. Sozinha. Eii, até o Tom Cruise faz missões impossíveis. Fecha lá essa porta, vira a página, lês-te mal o título, crias-te um rótulo só teu - kaRmasutra.
Vá, já chega, chega sim? Chega-te para lá !
Vá, já chega, chega sim? Chega-te para lá !
11.12.2010
Sugiro tempo.
Eu ainda estou a espera que o tempo passe, que os minutos me pareçam menos dolorosos, que as horas deixem de existir e que o meu tempo seja aquele que conta. Quero ser eu a decidir tudo o que se irá passar nos próximos tempos. Não me parece impossível se os meus ponteiros me obedecerem. Desde ontem que uso relógio e já me sinto culpada deste tempo que, sem ter tempo, me atrasa. Estou mesmo muito atrasada no tempo. Dá-me um tempo a mais e não me deixes chegar atrasada. Eu preciso de tempo para gerir o meu tempo. Não consigo parar os minutos para que eles nunca cheguem a ser horas. Mas também não posso parar mais o tempo, porque já não tenho tempo. Odeio que falte todo este tempo, e de estar à espera do tempo certo. Estou contra todo este tempo demorado, contra ponteiros, contra horas, contra tudo. Mais do que isso sinto que estou num contra-tempo, contra o meu próprio tempo.
11.11.2010
Dou a vida por ti, vida.
Estou tão viva como se nada me tivesse acontecido. Estou pronta, mais forte que nunca. Eu já subi 20 vezes as escadas que são agora da minha vida e não me canso. Eu chego ao limite e estou bem. Da-me tudo de volta vida, eu já cheguei onde querias, já fui ao meu extremo e já me levantei. VOLTEI, já dei a volta a tudo o que decidis-te que se atravessa-se no meu caminho e eu estou por cima de tudo isso. Podes pensar que estou a querer acelerar todo este processo e, sem querer, antecipar a minha própria morte, mas PROMETO-TE a ti, minha vida, que tudo isto é o que sinto. Só tu sabes como a minha força de dentro tem sido incansável. Agora não brinques mais com isto, deixa-me saltar para o outro lado. Até podes recorrer a mais obstáculos e colocá-los de novo no caminho que escolhi, eu já não lhes vou passar por cima, para te provar que já consigo passar ao lado. PRECISO do ambiente que sempre me ensinas-te, eu já não posso mais com estas quatro paredes que a cada dia que passa me parecem cada vez mais bancadas, se é que me entendes, vida. É amanha o dia que sempre te pedi presença, porque é que não me queres ver lá ? Tu sabes o quanto te pedi participar naquela nostalgia, na adrelina que só eu sei que sinto ali dentro. Muito mais sinto agora. Eu já aprendi, o que é que queres mais ? Sempre ouvi falar das provas a que tu nos submetes, mas parece-me diferente quando se trata da minha própria vida. Eu já vi tudo a preto e branco, deixa-me sentir a minha vida a cores. Dá-me uma oportunidade, de te mostrar, o quanto gosto de ti, vida. Só quero respirar fundo, festejar, dar um passE em frente, perder e ganhar, nem que seja a ti, vida, que dedique todas as minhas vitórias.
Peço perdão pelos meus actos irracionais, pelos meus ataques de raiva em que só a ti me dirijo. Desculpa-me todos os pedidos que te tenho feito, desculpa por não te entender, desculpa chamar tantas vezes o teu nome, desculpa vida e devolve-me tudo.
És capitã desta equipa que formámos as duas.
Devias estar do meu lado, desejar-me boa sorte e sorrir para mim, minha.
Peço perdão pelos meus actos irracionais, pelos meus ataques de raiva em que só a ti me dirijo. Desculpa-me todos os pedidos que te tenho feito, desculpa por não te entender, desculpa chamar tantas vezes o teu nome, desculpa vida e devolve-me tudo.
És capitã desta equipa que formámos as duas.
Devias estar do meu lado, desejar-me boa sorte e sorrir para mim, minha.
11.09.2010
Pouco me importa.
Está visto que o meu humor muda como e quando me aptece, o pior de tudo isto é que muda vezes sem conta. Pouco me importa. Há dias em que choro de tanto rir, outros que acabo por me rir de tanto estar a chorar. Deparo-me com sentimentos mesmo tendo uma pedra no lugar do coração. Pouco me importa.'És louca'. Sofro frequentemente desde elogio que já faz parte de mim, e sem ele recuso-me a sair. Pouco me importa. Sou o centro das atenções quando estou sozinha, e passo despercebida em grupo. Pouco me importa. As vezes penso tanto nas coisas que dou por mim a pensar o porquê de estar a pensar. Sintomas de loucura. Pouco me importa.Não gosto de ter o meu quarto desarrumado, no entando, a minha casa é 'casa cheia sempre'. Pouco me importa. Sou normalmente bem recebida, contudo, sou constantemente mal educada. Pouco me importa. O que menos me importa ainda, é o facto de provar que nada disto me importa, e tu estares a ler este meu texto em que nada importa, e mesmo assim continuares a importar-te com o desfecho disto que não vai ser nada de importante. FUCK !
11.03.2010
Herança
Um dia vou chegar e dizer-te tudo o que penso, e portanto, penso que o dia chegou:
Ontem recorri a ti, mais uma vez, para te contar um segredo, o teu ouvido parecia escutar-me tão bem, talvez melhor que as paredes do meu quarto. Depois, sentei-me na tua sala, aquela onde me ensinas-te, talvez tudo. A tua preocupação revelou-se nos teus olhos, foi então que reparei que eram tal e qual os meus, depois, ao sentires o meu desagrado, sorris-te, brincas-te com a situação que me assustava, e os teus olhos fecharam simultâneamente, engraçado(?), fazes-me lembrar alguém. Por fim, abraçaste-me e decidis-te esquecer o assunto, fingir que não era importante, eu percebi, querias-me confortar. Passado pouco tempo, mexeste-me no cabelo e falaste-me de como era idêntico ao teu quando atingias esta idade. E aproveitas-te para me contar o quando gostavas de me pentear em bebé, e como cuidavas de mim. De repente, caiu-me aquela pulseira, que me tinhas emprestado há dias, e as nossas palavras soltam-se, da mesma maneira, com a mesma pronuncia. Ao apanhá-la, reparas-te que trazia as tuas botas novas calçadas, e como as coisas são, já somos o mesmo numero. Deste mero encontro concluo que reparo em ti como se me visse num espelho, que nos diferencia apenas em pequenos grandes aspectos. Mas quem me dera, ser tão semelhante, para que não houvesse quaisquer duvidas que quero ser como tu. Sim, quero ter essa força inacreditável, quero ter a tua capacidade de resolução, quero ter a tua calma e a tua frieza. E não, não me incomodaria se, por acaso, os teus defeitos surgissem também.
O mais interessante de tudo isto, é que no meu segredo, revelei apenas o meu medo de te perder, quando no fim, me apercebo, que para ti, o teu papel está terminado, e já fizeste o que tem que ser feito - sou como tu.
Ontem recorri a ti, mais uma vez, para te contar um segredo, o teu ouvido parecia escutar-me tão bem, talvez melhor que as paredes do meu quarto. Depois, sentei-me na tua sala, aquela onde me ensinas-te, talvez tudo. A tua preocupação revelou-se nos teus olhos, foi então que reparei que eram tal e qual os meus, depois, ao sentires o meu desagrado, sorris-te, brincas-te com a situação que me assustava, e os teus olhos fecharam simultâneamente, engraçado(?), fazes-me lembrar alguém. Por fim, abraçaste-me e decidis-te esquecer o assunto, fingir que não era importante, eu percebi, querias-me confortar. Passado pouco tempo, mexeste-me no cabelo e falaste-me de como era idêntico ao teu quando atingias esta idade. E aproveitas-te para me contar o quando gostavas de me pentear em bebé, e como cuidavas de mim. De repente, caiu-me aquela pulseira, que me tinhas emprestado há dias, e as nossas palavras soltam-se, da mesma maneira, com a mesma pronuncia. Ao apanhá-la, reparas-te que trazia as tuas botas novas calçadas, e como as coisas são, já somos o mesmo numero. Deste mero encontro concluo que reparo em ti como se me visse num espelho, que nos diferencia apenas em pequenos grandes aspectos. Mas quem me dera, ser tão semelhante, para que não houvesse quaisquer duvidas que quero ser como tu. Sim, quero ter essa força inacreditável, quero ter a tua capacidade de resolução, quero ter a tua calma e a tua frieza. E não, não me incomodaria se, por acaso, os teus defeitos surgissem também.
O mais interessante de tudo isto, é que no meu segredo, revelei apenas o meu medo de te perder, quando no fim, me apercebo, que para ti, o teu papel está terminado, e já fizeste o que tem que ser feito - sou como tu.
11.02.2010
Ego Abismo
Sou o ser mais forte. Sou o ser único e incrivelmente comum a todos. Sou o inicio e o fim de uma história. Sou o cúmulo mais próximo. Sou o suficiente. Sou autodidacta em certas situações. Sou rara no meio de tantos outros iguais a mim. Sou o máximo de loucura. 'Sou a merda que vês ao menos sabes quem sou'
E no fim do meu espectáculo, a plateia está esgotada, como eu, de tanto me ver ao espelho e me considerar. Tudo isto porque chegou ao fim e não sai daquilo a que chamaram de 'camarim', ao que eu chamava de 'sala de estrelas', onde a maior era eu, 1.72cm. Se ficamos bem na fotografia? Não sei, eu estou à parte, não quero que me confundam mais, estou a menos, demais concerteza...
Desconfio estar com o meu pescoço magoado de tanto olhar para o meu umbigo...
A plena forma de existência só é considerável, para alguns, a partir do momento em que começamos a respirar, de ideias diferentes, considero-me existente a partir do momento em que percebo que existo. Já funciono em harmonia nesta sociedade, já sou incorrecta, já experimentei, já disfarcei, já menti, já cresci. E sim, eu também respiro, apenas prefiro respirar um ar não tão puro, prefiro auto destruir-me e voltar a sobreviver, para ter mais uma história para contar. Eu até podia ser uma pessoa saudável, porque não me drogo, a minha coca sempre foi com gás, e isso só me fez engordar mais uns quilos, e emagrecer este meu grande cérebro. Tanto, que está sujeito a ficar off, porque sinto-me à demasiado tempo em Stand by. Na critica adapto-me ao elogio, sinto que se encaixa em melhor em mim. Definitivamente, preparo-me 24h/dia, para me ter em perfeitas condições. Relembro que a minha memória é a melhor, porque esqueço-me de tudo, o que devo e não devo, que bom, só me dá mais espaço. E ainda, quero dizer, que não falo num tom mais modesto, porque fartei-me de parecer bem para aparecer mal.
E no fim do meu espectáculo, a plateia está esgotada, como eu, de tanto me ver ao espelho e me considerar. Tudo isto porque chegou ao fim e não sai daquilo a que chamaram de 'camarim', ao que eu chamava de 'sala de estrelas', onde a maior era eu, 1.72cm. Se ficamos bem na fotografia? Não sei, eu estou à parte, não quero que me confundam mais, estou a menos, demais concerteza...
11.01.2010
DA VID(a)
Eu até podia começar este texto por 'era uma vez' mas assim, parece-me estar a limitar o tempo, tempo este que eu quero que seja precioso, que dure, que continue em tão bom tempo quanto este que temos passado, tempo sem tempos, porque já lá vai o tempo em que te perdi. Não, eu não me arrependo, desculpa, mas
estaria a mentir, porque sabes que mais? Eu aprendi, aprendi que não te posso ter longe, quero-te comigo. No entanto, tive medo, sim, assumo, tive medo, e peço desde já desculpa, porque eu não te queria meter neste mundo onde não sei o que fazer, e tu , melhor que ninguém, tu, como ninguém, fizeste questão de fazer parte dele, cais-te neste buraco comigo e és tu que me ajudas a encontrar uma saída. E é por isso, que quando os meus pensamentos se tornam rodeados de preocupações, eu saio, saio contigo, para um sitio só nosso, aquele sitio banal onde tu me acalmas, onde tu me ouves, onde me impedes de chorar, porque os teus olhos calam-me, as tuas palavras confortam-me, o teu sorriso leva-me a sorrir também. O que te posso eu dizer ? 'Obrigado' (?) parece-me tão pouco, tão insignificante comparando com o que me tens dado. O teu respeito, a tua atenção, a tua mão que segura a minha, deixa-a ficar aqui, deixa-a estar junto da minha, deixa-a que a leve comigo para todo o lado, eu preciso de alguma coisa que me lembre de ti a toda a hora. Se bem que, não preciso de realmente nada, porque o que sinto por ti está por dentro e não por fora, e cá dentro, só tu chegas, só tu sabes, só tu conheces.
Desde dia 23/10 que tudo me parece bem mais fácil, que tudo me parece mais equilibrado, não sei qual o melhor adjectivo, sei apenas que preciso de te ver, preciso que me deixes abraçar-te, sentir a tua força, porque quero ter tanta força quanto tu. Gosto até do ultimo minuto, em que me deixas a chamar-me de 'amor', em que as nossas mãos se separaram mas que querem tanto ficar, em que o teu 'até amanhã' me faz ir dormir mais cedo para que o outro dia chegue depressa. E não, não somos o casal perfeito, estamos bem longe disso, mas acredito sermos um exemplo de aperfeiçoamento, que se torna perfeito todos os dias em que nos juntamos.
Mais que o meu amor, entrego-te a ti a minha vida inteira, porque acho que cuidarás tão bem dela, como cuidas de mim.
estaria a mentir, porque sabes que mais? Eu aprendi, aprendi que não te posso ter longe, quero-te comigo. No entanto, tive medo, sim, assumo, tive medo, e peço desde já desculpa, porque eu não te queria meter neste mundo onde não sei o que fazer, e tu , melhor que ninguém, tu, como ninguém, fizeste questão de fazer parte dele, cais-te neste buraco comigo e és tu que me ajudas a encontrar uma saída. E é por isso, que quando os meus pensamentos se tornam rodeados de preocupações, eu saio, saio contigo, para um sitio só nosso, aquele sitio banal onde tu me acalmas, onde tu me ouves, onde me impedes de chorar, porque os teus olhos calam-me, as tuas palavras confortam-me, o teu sorriso leva-me a sorrir também. O que te posso eu dizer ? 'Obrigado' (?) parece-me tão pouco, tão insignificante comparando com o que me tens dado. O teu respeito, a tua atenção, a tua mão que segura a minha, deixa-a ficar aqui, deixa-a estar junto da minha, deixa-a que a leve comigo para todo o lado, eu preciso de alguma coisa que me lembre de ti a toda a hora. Se bem que, não preciso de realmente nada, porque o que sinto por ti está por dentro e não por fora, e cá dentro, só tu chegas, só tu sabes, só tu conheces.
Desde dia 23/10 que tudo me parece bem mais fácil, que tudo me parece mais equilibrado, não sei qual o melhor adjectivo, sei apenas que preciso de te ver, preciso que me deixes abraçar-te, sentir a tua força, porque quero ter tanta força quanto tu. Gosto até do ultimo minuto, em que me deixas a chamar-me de 'amor', em que as nossas mãos se separaram mas que querem tanto ficar, em que o teu 'até amanhã' me faz ir dormir mais cedo para que o outro dia chegue depressa. E não, não somos o casal perfeito, estamos bem longe disso, mas acredito sermos um exemplo de aperfeiçoamento, que se torna perfeito todos os dias em que nos juntamos.
Mais que o meu amor, entrego-te a ti a minha vida inteira, porque acho que cuidarás tão bem dela, como cuidas de mim.
10.30.2010
Não de sangue
Sou obsessiva a teu respeito, compulsivamente quero estar contigo, descaradamente amo-te, admiro a tua força, encaro a tua realidade como se fosse a minha. Fazem-te mal a ti, fazem-me mal a mim, irmã, não do mesmo sangue, mas sim da mesma vida. Vida esta que nos tem atraiçoado, mas sabes que mais ? Ela não nos tira nem metade daquilo que nós , juntas, criámos. Esta vida que se torna muito mais alegre estando do teu lado. E não me perguntes qual é a sensação, eu não te sei responder de tanto gostar. E vá de lamechices que este texto contém, mas eu gosto, gosto de te provar que continuo a partilhar tudo contigo, porque eu meto o meu corpo todo no fogo, em como tu, quando eu precisar, vais lá estar. E a melhor parte desta história ainda está para vir, porque eu julgo não ter passado ainda o suficiente a teu lado, quero mais, muito mais, para além do mais.
E, recorda-te, particularmente, disto: 17 anos, constantemente, juntas. Talvez muitos não entendam o significado de 4 palavras que se dividem e unem apenas duas - Raquel & Alexandra, mas pouco me importa, pouco me interessa ter que provar ao mundo inteiro que és tu que mudas tudo, não tenho intenção de mostrar que esta amizade para além de ser a mais antiga, é a mais forte e a única que não me deu problemas. Eu não tenho um único detalhe a apontar-te, não consigo nem por instantes dizer-te um defeito que tenhamos, se quiseres que te arranje uma justificação para tanto disto, eu não consigo dar-te, só te posso prometer mais do mesmo...
E, recorda-te, particularmente, disto: 17 anos, constantemente, juntas. Talvez muitos não entendam o significado de 4 palavras que se dividem e unem apenas duas - Raquel & Alexandra, mas pouco me importa, pouco me interessa ter que provar ao mundo inteiro que és tu que mudas tudo, não tenho intenção de mostrar que esta amizade para além de ser a mais antiga, é a mais forte e a única que não me deu problemas. Eu não tenho um único detalhe a apontar-te, não consigo nem por instantes dizer-te um defeito que tenhamos, se quiseres que te arranje uma justificação para tanto disto, eu não consigo dar-te, só te posso prometer mais do mesmo...
10.29.2010
Como queiras.
Cada vez que te vejo fico presa nos impulsos, so me aptece estragar tudo o que me rodeia, partir tudo em mil pedaços, aptece-me rebentar comigo, gritar, explodir de tanta coisa que quero sentir ao mesmo tempo. Tirem-me o que resta, arranquem-me os cabelos, agridam-me até já não sentir mais nada. Certamente um bom sinal porque a tua indiferença ainda não existe em mim, logo, ainda te olho, a tua presença ainda me incomoda, o que signigfica um sentimento que não desiste, insiste e persiste. Mas peço-te, leva-o, leva-o contigo, para bem longe, soltem-me os dois deste sufoco. Sai de uma vez por todas, eu desisti de ti. Recorda-te disso todos os dias da tua triste vida, que se tornou ainda mais triste quando so te viu a ti.Eu ainda não te deixei falar, responder, discutir, como queiras, mas é so porque tu falas por alto de tão baixo, que eu falo por mim, não te oiço. Ainda assim, ouvi dizer , que 'quando agente gosta é claro que a agente cuida', e acredita que estou a cuidar de ti ao deixar-te cada vez mais, a abandonar-te até chegar ao sempre que sempre me impediste. Agora podes soltar todos esses sorrisos que já não conheço, podes chorar por tudo, ou pelo nada, pouco me importa, estou fora, de fora, por fora, Fora da Boia. Eu até tentei, juro que tentei, guiar-me apenas pelo que sinto, mas a razão condiciona tudo. E comecei agora, a sentir a necessidade de lhe perguntar tudo, de questionar sempre.
A racionalização dos meus actos estão à frente, e é por isso que passas para trás.
10.28.2010
Pensa tu agora, em fazer-me pensar.
Cala-te, estou farta de ouvir esse teu silencio absurdo. Ouve-me agora a mim que não tenho mais nada a dizer-te. Olha-me nos olhos enquanto estou de costas voltadas para ti. Dá-me a mão a 3 km de mim. Escreve o meu nome nesse teu papel enchuvalhado. Agarra-me enquanto sais de ao pé de mim. Cai ao levantares-te de tudo isto. Finge menos que não me conheces porque o que é demais enjoa. Agrada-me com falsas esperanças. Trás-me a casa quando eu vou ter que sair. Liberta -te desses teus maus pensamentos que a tua consciencia precisa.
Alguma imaturidade, fraco desempenho, acuso-me, sem pensar. Eu sou tão forte ao mostrar a minha fraqueza. Talvez um dia fui a melhor.
Alguma imaturidade, fraco desempenho, acuso-me, sem pensar. Eu sou tão forte ao mostrar a minha fraqueza. Talvez um dia fui a melhor.
10.26.2010
kp, não conheces.
Preciso que faças uma pausa, são cinco minutos de viagem.
Folheia o nosso livro, aquele que começámos a escrever aos 6 anos de idade, sorri agora ao ver as nossas roupas, estamos no bar? Jumicar? Estou feliz, estás feliz, somos felizes juntas. Relembra. Vai até ao quarto da tua mãe, está lá o telefone? A secretária esta no mesmo sitio? As nossas fichas? Ri-te, eras mesmo cómica, eu ria-me contigo, sorrimos juntas. Lembra-te. Abre a tua carteira, estou lá? Gostas desse meu casaco? Queres que te empreste? Precisas de mim, eu preciso de ti, precisamos de estar juntas. Observa. Vai ao menu do teu Nokia, mensagens? Rascunhos? Galeria? Falas tanto comigo, falo muito contigo, falamos sempre juntas. Recorda. Abre a nossa pasta de fotos no computador, estamos onde? Algarve ? Alguma festa? Fomos as compras? Num jantar? Diz-me tudo, estou sempre ao teu lado, estás do meu lado, estamos juntas. Repara. As quatro paredes que te rodeiam, estou no centro? Estamos bonitas? Foi em que ano? Desabafa, tens saudades destes tempos, eu tenho saudades, estamos com saudades juntas.
Não preciso de te perguntar mais nada, olha para o lado, estou aqui, sempre aqui, como sempre estive, e estarei, m'a..
R: Até sempre
Tu vens-me com matemática, eu prefiro passar à história.
Escolho o fim, na verdade é o mais fácil, porque o mais difícil já eu passei, sem ti, sim, eu consegui. Já não me incomoda qualquer coisa que venha da tua parte, e porquê? Porque de tua parte nada há. Não, não mudei de ideias, sei bem o que te disse na mensagem em que me acusavas de inconsciência, quando na verdade foste tu que te apoderas-te dela. És a minha maior desilusão, culpa minha, só minha que te quis por num patamar muito superior a tudo e todos, culpa minha que quis partilhar tudo contigo, que me habituei a ti como uma parte de mim, parte essa que me partiu ao meio, sem deixar nada, ou melhor que me deixou (em) tudo. Mesmo assim ainda te aconselho a olhar para esta história, ou qualquer outra que preservavas, vê bem, repara, só te estás a perder. Eu admiro a forma como consegues estar tão bem, a forma como tu te resguardas nesse mundo que transformas-te tão pequeno.
Não sou eu que não sei calcular, és tu que não consegues perceber.
Responde-me tu agora, onde estás ?
Eu até podia desacreditar em tudo isto, agarrar-te no braço e falar, mas eu já não te oiço, não te vejo, já nem te quero 'amor'..
Escolho o fim, na verdade é o mais fácil, porque o mais difícil já eu passei, sem ti, sim, eu consegui. Já não me incomoda qualquer coisa que venha da tua parte, e porquê? Porque de tua parte nada há. Não, não mudei de ideias, sei bem o que te disse na mensagem em que me acusavas de inconsciência, quando na verdade foste tu que te apoderas-te dela. És a minha maior desilusão, culpa minha, só minha que te quis por num patamar muito superior a tudo e todos, culpa minha que quis partilhar tudo contigo, que me habituei a ti como uma parte de mim, parte essa que me partiu ao meio, sem deixar nada, ou melhor que me deixou (em) tudo. Mesmo assim ainda te aconselho a olhar para esta história, ou qualquer outra que preservavas, vê bem, repara, só te estás a perder. Eu admiro a forma como consegues estar tão bem, a forma como tu te resguardas nesse mundo que transformas-te tão pequeno.
Não sou eu que não sei calcular, és tu que não consegues perceber.
Responde-me tu agora, onde estás ?
Eu até podia desacreditar em tudo isto, agarrar-te no braço e falar, mas eu já não te oiço, não te vejo, já nem te quero 'amor'..
10.25.2010
Eu assumo
'Declaro que a Alexandra Pedro da Silva está impossibilitada de praticar Educação Física durante o período de 30 dias'
E eu declaro que um dia eu chegarei ao 30, estarei 30 vezes mais forte, 30 vezes mais capaz, com as 3 pessoas que mais me ajudaram e aqui não preciso que as que fizeram 0 se juntem. É complicado, muito complicado esperar poder subir umas escadas , esperar acordar sem dores, esperar por alguém. É complicado não correr para abraçar, não ir, não conseguir. É complicado observar e não fazer, saber e não exemplificar, querer e não ajudar. É complicado não ter outro pensamento senão este. Isto não é o ponto que eu escolhi, o ponto final não me serve, ao ponto que eu cheguei mas cheguei a que ponto?
"Sim, eu espero, eu compreendo, eu tolero, mas eu não consigo, eu não tenho força para tudo o que há-de vir, não dá mais para olhar e rir, para entender do que me falas, eu já não sei o que quero, onde estou, não fales para mim. Deixa-me estar. Enquanto aqui estiver eu não sinto, ninguém me vê, ninguém sabe, deixa-me ter-te como refugio, mas não digas mais nada. Porque eu às vezes até penso que o melhor é pensar positivo, mas onde está esse lado? Descobre. Faz isso por mim, eu não consigo."
Só espero não o dizer em voz alta para que não me oiças, que continues comigo, que fiques bem. Eu sei, enlouqueci.
10.22.2010
Tudo é tão pouco
Vem cá, promete-me que o último dia é contigo, desabafa, ri-te, chora, chateia-te, chateia-me.
Eu adoro esses teus olhos coloridos, adoro o teu sorriso sincero, até a covinha que fazes, que mal se vê, mas que eu vejo, só eu consigo ver. Dá-me um abraço, deixa-me sentir o teu coração a palpitar, a força do que temos, o carinho que criámos. Olha, olha-me, tira-me este sufoco, dá-me a mão e corre comigo, diz o meu nome no teu tom, aquele tom, tão doce.. Ouve-me, induz-me a ti, o que queres que te diga? fala-me de amor, do nosso amor, só nosso. Anda, cria aqui aquele nostalgia, tão tua, deixa-me participar naquele ambiente que contaminas tão bem, com tanta força. Por favor, pede-me aquilo, impede-me disto, sai comigo, vamos para ali, tira-me daqui. Sente, cada passo que dou ao teu lado, um grande passo com pequenos passos. Lê, é a nossa história, tão linda, atribulada, magnifica, difícil, simples, revê, recorda, (re)vive. Aceitas? Não(.) é um sim que eu quero!
Eu adoro esses teus olhos coloridos, adoro o teu sorriso sincero, até a covinha que fazes, que mal se vê, mas que eu vejo, só eu consigo ver. Dá-me um abraço, deixa-me sentir o teu coração a palpitar, a força do que temos, o carinho que criámos. Olha, olha-me, tira-me este sufoco, dá-me a mão e corre comigo, diz o meu nome no teu tom, aquele tom, tão doce.. Ouve-me, induz-me a ti, o que queres que te diga? fala-me de amor, do nosso amor, só nosso. Anda, cria aqui aquele nostalgia, tão tua, deixa-me participar naquele ambiente que contaminas tão bem, com tanta força. Por favor, pede-me aquilo, impede-me disto, sai comigo, vamos para ali, tira-me daqui. Sente, cada passo que dou ao teu lado, um grande passo com pequenos passos. Lê, é a nossa história, tão linda, atribulada, magnifica, difícil, simples, revê, recorda, (re)vive. Aceitas? Não(.) é um sim que eu quero!
10.20.2010
Perserverante.
Diz-me lá agora, todo o mal que te fiz (!) olha-me nos olhos encarnados e secos, vê o meu rosto gasto, as minhas mãos trémulas, e DIZ-ME. Faz-me ver que não tenho razão, mostra-me o teu lado, agarra-me, leva-me para um sitio mais calmo e discute, diz tudo, até ao último palavrão. Eu só quero que me digas, ainda não percebes-te? Preciso de uma explicação, de uma (des)culpa. É que eu já conheço a história do 'se', da 'culpa não é só minha' ou do 'tu também'. Chega, diz-me a verdade. Dá-me o privilégio de 5 minutos de conversa, 5 dedos marcados na minha cara, mais 5 anos contigo, mas com 5 dedos que se juntam com os teus outros 5. Fala-me em Chinês se não quiseres que entenda, só quero perceber que tens uma unica razão. Ou então...trás-me uma segunda opção, deixa-me ser o teu segundo plano, segunda-feira dá ?
10.19.2010
É confuso. Deixa de lado.
Sabes que não me passo assim, mas assim passas-me ao lado, como se o meu lado não fosse do teu. É incrivel como passas-te a tua historia a limpo, e continuas a cometer os mesmos erros . Não te ensinei tudo, porque para ti é demais aprender. Agora deixa-me sozinha no quarto onde me abandonas-te. Deixas-te a tua muldura e sais-te, assim como o teu cheiro e as saudades. Tu não percebes. Talvez perceba eu, um dia, que assim que poder, troco tudo isto por nada. Porque eu ja nem quero nada em troca, deixa-me estar apenas. Posso estar?
Mas que pergunta. Sabes que vou lá estar...
Mas que pergunta. Sabes que vou lá estar...
Vê (de) Vitória
O que se passa? Quero tanto aguentar mas não consigo, mas persisto, vou insistir, são só mais cinco minutos de esforço, porque não? Ou porque sim? O que estou a fazer vai-me destruir, porque é que não consigo parar? É o sentimento, que amor este tão estranho.
Ninguém mede o que se sente, mas preciso de uma cura urgente, ajudem-me! O pior está para vir e a cabeça fala mais alto que o coração, mas o coração é aquele que não pára, o que mais nos induz à felicidade. Que confusão! Um transtorno insuportável, mas eu tenho que suportar, afinal, o que é da vida sem luta?
E tal como esperava a consulta era inevitável, a obrigação de saber o que se passava, e segui, os primeiros passos foram de uma espera, mas que espera (…). Até que o meu nome se ouviu, a cadeira de paciente era-me tão desconhecida, que estranho estar ali, que local sufocador. Desde a observação, ao inquérito, à massagem, tudo parecia estar a correr mal, e o pior adivinhava-se. “Estás fraca, e se não aguentas o melhor para ti, é parares…” Mas como é que se pode dizer a alguém para parar? Que direito temos nós de proibir, de limitar?
A saída fora um autêntico luto, sem mais palavras para descrever aquele percurso, luto, é a única que encontro. Tudo isto nos entristece, tudo isto é luta, tudo isto é um (re)começo, como se tivéssemos uma nova vida.
Depois de um longo caminho, no único sitio onde consegui finalmente respirar fundo, decidi fazer uma pesquisa. Procurei ‘vida’: (Período que decorre desde o nascimento até à morte dos seres). Como é que esta definição pode ser tão vaga, como pode lembrar tanta coisa e ao mesmo tempo acreditarmos que é realmente nada?
Vida? Eu consigo definir melhor.
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