11.29.2010

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Hoje decidi experimentar pintar um retrato que me falasse de ti, decidi mostrar de outra forma o que significas. A tela branca já me dizia tanta coisa, mas mesmo assim resolvi fazer um traço azul como base, depois tracei o nosso caminho, fiz treze traços cor de rosa. Aquilo não se parecia com nada, por enquantoera apenas uma tela traçada por duas mãos pouco ágeis. Mas já era tão bom ela ganhar alguma cor que fiquei parada a admirá-la durante algum tempo, tanto tempo quanto aquele que nos separou, breves instantes, portanto. Passado esse tempo, voltei a pegar no pincel, parecia estar com uma cor mais forte, não era preto, talvez cinzento, porque as fases menos boas também contam, eu não tracei desta vez, marquei apenas pontos cinzentos entre os traços rosa. De repente, a tela cai e foste lá tu, que enquanto me admiravas, quiseste recuperar aquela que vinha a ser a nossa obra. Colocas-te no sitio certo, à hora certa. Depois, senti que a diversão seria fundamental na nossa caracterização, peguei nas cores primárias e fiz delas o fundo da nossa tela. Porque no fundo, nós brilhamos, nós somos o sorriso em qualquer situação, somos o plano perfeito, a diversão em conjunto, o errado que dá certo. Para acabar, dei o toque final, não resisti e pintei de amarelo a única parte que me sobrava, só porque faço o que posso, para te agradar. Assinei com pseudónimo, chama-se Amo-te & Obrigado.

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