10.19.2010

Vê (de) Vitória

O que se passa? Quero tanto aguentar mas não consigo, mas persisto, vou insistir, são só mais cinco minutos de esforço, porque não? Ou porque sim? O que estou a fazer vai-me destruir, porque é que não consigo parar? É o sentimento, que amor este tão estranho.
Ninguém mede o que se sente, mas preciso de uma cura urgente, ajudem-me! O pior está para vir e a cabeça fala mais alto que o coração, mas o coração é aquele que não pára, o que mais nos induz à felicidade. Que confusão! Um transtorno insuportável, mas eu tenho que suportar, afinal, o que é da vida sem luta?
E tal como esperava a consulta era inevitável, a obrigação de saber o que se passava, e segui, os primeiros passos foram de uma espera, mas que espera (…). Até que o meu nome se ouviu, a cadeira de paciente era-me tão desconhecida, que estranho estar ali, que local sufocador. Desde a observação, ao inquérito, à massagem, tudo parecia estar a correr mal, e o pior adivinhava-se. “Estás fraca, e se não aguentas o melhor para ti, é parares…” Mas como é que se pode dizer a alguém para parar? Que direito temos nós de proibir, de limitar?
A saída fora um autêntico luto, sem mais palavras para descrever aquele percurso, luto, é a única que encontro. Tudo isto nos entristece, tudo isto é luta, tudo isto é um (re)começo, como se tivéssemos uma nova vida.
Depois de um longo caminho, no único sitio onde consegui finalmente respirar fundo, decidi fazer uma pesquisa. Procurei ‘vida’: (Período que decorre desde o nascimento até à morte dos seres). Como é que esta definição pode ser tão vaga, como pode lembrar tanta coisa e ao mesmo tempo acreditarmos que é realmente nada?
Vida? Eu consigo definir melhor.

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