A plena forma de existência só é considerável, para alguns, a partir do momento em que começamos a respirar, de ideias diferentes, considero-me existente a partir do momento em que percebo que existo. Já funciono em harmonia nesta sociedade, já sou incorrecta, já experimentei, já disfarcei, já menti, já cresci. E sim, eu também respiro, apenas prefiro respirar um ar não tão puro, prefiro auto destruir-me e voltar a sobreviver, para ter mais uma história para contar. Eu até podia ser uma pessoa saudável, porque não me drogo, a minha coca sempre foi com gás, e isso só me fez engordar mais uns quilos, e emagrecer este meu grande cérebro. Tanto, que está sujeito a ficar off, porque sinto-me à demasiado tempo em Stand by. Na critica adapto-me ao elogio, sinto que se encaixa em melhor em mim. Definitivamente, preparo-me 24h/dia, para me ter em perfeitas condições. Relembro que a minha memória é a melhor, porque esqueço-me de tudo, o que devo e não devo, que bom, só me dá mais espaço. E ainda, quero dizer, que não falo num tom mais modesto, porque fartei-me de parecer bem para aparecer mal.
E no fim do meu espectáculo, a plateia está esgotada, como eu, de tanto me ver ao espelho e me considerar. Tudo isto porque chegou ao fim e não sai daquilo a que chamaram de 'camarim', ao que eu chamava de 'sala de estrelas', onde a maior era eu, 1.72cm. Se ficamos bem na fotografia? Não sei, eu estou à parte, não quero que me confundam mais, estou a menos, demais concerteza...
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