12.28.2010

Kolmi

Eu resisto a 48h acordada a pensar nas palavras certas, a pensar como é que te hei-de agarrar até ao dia que me prometeste largar, a pensar se estás igual, se ainda te lembras de tudo, ou apenas de mim. Se ainda me amas e ainda me queres ouvir. Passo horas nisto, a perguntar-me constantemente como é que tudo aconteceu, era como que impossível. Pelo menos o teu sinal de vida ainda existe no meio das nossas discussões. É hoje dia 28, um dia completamente normal, como nunca o foi. Mas eu ainda tenho esperança de eliminar este dia, trocá-lo por um bem mais bonito, menos redondo. Eu sinto que ainda sonhas com o que me dizias no conforto dos nossos abraços, sinto que ainda te vou tirar desse buraco onde te meteste e proteger-te de tudo como sempre te disse. Entende apenas que no dia em que te vir, vais tremer ainda mais, sorrir, abraçar-me até me conseguires largar, sem  que eu te afaste, sem que eu te troque por quem menos gostas, sem que faças o que odeio.
E esta é talvez a primeira vez que meto a estranha forma como te odeio de lado, e percebo que tenho saudades tuas. Custa-me acreditar que seja só eu a senti-lo, porque três anos, que me pareceram uma vida, fizeram de mim tudo aquilo que hoje nem sequer deixo que aconteça. Já ninguém vê um sorriso de vergonha, ou aquele que tu gostavas, nunca mais visitei o nosso sitio, já não tenho a tua ovelha, a tua t-shirt é a ultima da gaveta, a tua foto está fora do meu alcance. E bem que eu tento não ter qualquer tipo de recordação tua, mas a tua memória surge incansavelmente, e meto as minhas mãos no fogo em como nunca irás cair no meu esquecimento. O teu nome é dito poucas vezes, e quando aparece, incomoda-me, sem saber o que dizer, prefiro acreditar que te odeio, e que já não preciso de ti. É esta a única forma que tenho de não sofrer, a única solução que arranjei para não me verem fraquejar, o método mais utilizado, o recurso que achei ser infalível e que até hoje, falhou uma única vez, agora...

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