Venho avisar que não dei tréguas à vida, que já estive na merda, rodeada de tudo o que me fazia mal, a optar por outros caminhos, mas hoje agarrei-me a algo que não conhecia há já muito tempo. Foi talvez o grande dia, o primeiro de uma temporada que me espera. Sentir o escorrer de cada lágrima de suor, cada respiração mais acelerada, a vontade de fazer cada vez mais e melhor, o sacrifício por todos aqueles que estavam no centro das minhas voltas.E tantas voltas que eu dei a pensar apenas na hipótese de um dia chegar aqui. Eu nem fiz nada de mais, mas a vontade que tinha era o que corria nas minhas veias, que quase explodiam, o meu coração quase saltava pela minha boca, mas eu não desisto mais. Não estou pronta, nem preparada, nem a 50% daquilo que vou voltar a ser, sim, porque nunca deixei de o ser, nunca mesmo. Sou a vitória que derrotou a espera, as dores, as lágrimas, o cansaço. Derrotei a vida que levava, ela declarou-me guerra, e só conseguiu vencer uma única batalha, que triste que andei, passou, estou aqui, de novo, já não volto a falhar. Amanhã é outro dia e vou lá estar. E chega de fraquejar perante o que ela me propõe, já percebi que só tenho que a olhar nos olhos e fingir que não custa. Julgo não ter qualquer tipo de protecção divina, nem sequer um dom, muito menos penso ter a sorte do meu lado, porque ao meu lado, hoje, tive a minha outra vida..
Eu sei que ainda não lhe posso tocar mas, sou 16, não acaba aqui.
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