11.16.2010

Preciso de falar com vocês.

Eu fui tão longe a vida toda que decidi começar de novo. Se posso ou não posso só esta espera o dirá. Se devo ou não devo, é ao Diabo que encarrego de mo dizer. Ele tem-me perseguido e não pára enquanto não conseguir, paro eu então. Eu até percebo o mal que me queres mas prometo-te não cruzar os braços, talvez porque seja a única coisa que ainda posso utilizar. Deixei a personalidade de menina forte para trás, deixei de encarar tudo, e o meu pensamento negativo era só mais uma prova de como tenho razão. Não me procurem, não me peçam atenção, estou concentrada num só tempo, num só mês. Devolve-me a vida ou assegura-te que sou mais forte que isto, peço-te protecção a ti, Diabo, que és o único que me tem acompanhado lealmente neste processo. És a causa e a consequência dos últimos 37 dias que me destroçaram, e dos próximos 30 que me esperam. Parabéns, o meu coração está muito mais pequeno, mais rápido, menos sensível, mais  preocupado. A minha cabeça esgotou por completo, seguramente falta de descanso, talvez precise de a pôr no lugar. O espírito? Esse deve estar contigo, há muito que não o pressinto. O único pressentimento é que já me vês como derrotada, mas como ainda não me tiras-te tudo, e esqueceste-te da força como se soubesses que seria a primeira a fugir de mim, é agora que a vou mostrar, é agora que te vou destruir, e semana a semana quero que presencies o quanto ela vai aumentar. E a ti vida, que te aliaste a ele, como sempre viraste-me a costas, viras-te o jogo para o teu comando, relembro-te: O jogo ainda não acabou, e sabes que jogo bem melhor que tu. Já me viste a chorar, a parar nos teus obstáculos, a sair derrotada de mais uma jogada tua, não verás mais. Eu irei chorar sangue se for preciso, mas já não paro porque tenho o caminho livre, já não quero ter vida.
Agora, reparo naqueles que quando olho para trás se mostram disponíveis, principalmente em ti que com a tua voz grossa me pedes calma e me dás metade da tua vida para poder viver alguma coisa. Verifico e agradeço tudo. E tenho pena de só vos trazer más noticias. Não quero toques no cabelo, preocupações, tragam-me a naturalidade, a verdadeira sensação de poder estar normal. Deixem que esta mascara não caia. Paciência.

O meu único erro é não deixar de pensar. Culpa dos pressentimentos tão positivos antes de qualquer noticia. 'Força Xana' !

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