Sou obsessiva a teu respeito, compulsivamente quero estar contigo, descaradamente amo-te, admiro a tua força, encaro a tua realidade como se fosse a minha. Fazem-te mal a ti, fazem-me mal a mim, irmã, não do mesmo sangue, mas sim da mesma vida. Vida esta que nos tem atraiçoado, mas sabes que mais ? Ela não nos tira nem metade daquilo que nós , juntas, criámos. Esta vida que se torna muito mais alegre estando do teu lado. E não me perguntes qual é a sensação, eu não te sei responder de tanto gostar. E vá de lamechices que este texto contém, mas eu gosto, gosto de te provar que continuo a partilhar tudo contigo, porque eu meto o meu corpo todo no fogo, em como tu, quando eu precisar, vais lá estar. E a melhor parte desta história ainda está para vir, porque eu julgo não ter passado ainda o suficiente a teu lado, quero mais, muito mais, para além do mais.
E, recorda-te, particularmente, disto: 17 anos, constantemente, juntas. Talvez muitos não entendam o significado de 4 palavras que se dividem e unem apenas duas - Raquel & Alexandra, mas pouco me importa, pouco me interessa ter que provar ao mundo inteiro que és tu que mudas tudo, não tenho intenção de mostrar que esta amizade para além de ser a mais antiga, é a mais forte e a única que não me deu problemas. Eu não tenho um único detalhe a apontar-te, não consigo nem por instantes dizer-te um defeito que tenhamos, se quiseres que te arranje uma justificação para tanto disto, eu não consigo dar-te, só te posso prometer mais do mesmo...
10.30.2010
10.29.2010
Como queiras.
Cada vez que te vejo fico presa nos impulsos, so me aptece estragar tudo o que me rodeia, partir tudo em mil pedaços, aptece-me rebentar comigo, gritar, explodir de tanta coisa que quero sentir ao mesmo tempo. Tirem-me o que resta, arranquem-me os cabelos, agridam-me até já não sentir mais nada. Certamente um bom sinal porque a tua indiferença ainda não existe em mim, logo, ainda te olho, a tua presença ainda me incomoda, o que signigfica um sentimento que não desiste, insiste e persiste. Mas peço-te, leva-o, leva-o contigo, para bem longe, soltem-me os dois deste sufoco. Sai de uma vez por todas, eu desisti de ti. Recorda-te disso todos os dias da tua triste vida, que se tornou ainda mais triste quando so te viu a ti.Eu ainda não te deixei falar, responder, discutir, como queiras, mas é so porque tu falas por alto de tão baixo, que eu falo por mim, não te oiço. Ainda assim, ouvi dizer , que 'quando agente gosta é claro que a agente cuida', e acredita que estou a cuidar de ti ao deixar-te cada vez mais, a abandonar-te até chegar ao sempre que sempre me impediste. Agora podes soltar todos esses sorrisos que já não conheço, podes chorar por tudo, ou pelo nada, pouco me importa, estou fora, de fora, por fora, Fora da Boia. Eu até tentei, juro que tentei, guiar-me apenas pelo que sinto, mas a razão condiciona tudo. E comecei agora, a sentir a necessidade de lhe perguntar tudo, de questionar sempre.
A racionalização dos meus actos estão à frente, e é por isso que passas para trás.
10.28.2010
Pensa tu agora, em fazer-me pensar.
Cala-te, estou farta de ouvir esse teu silencio absurdo. Ouve-me agora a mim que não tenho mais nada a dizer-te. Olha-me nos olhos enquanto estou de costas voltadas para ti. Dá-me a mão a 3 km de mim. Escreve o meu nome nesse teu papel enchuvalhado. Agarra-me enquanto sais de ao pé de mim. Cai ao levantares-te de tudo isto. Finge menos que não me conheces porque o que é demais enjoa. Agrada-me com falsas esperanças. Trás-me a casa quando eu vou ter que sair. Liberta -te desses teus maus pensamentos que a tua consciencia precisa.
Alguma imaturidade, fraco desempenho, acuso-me, sem pensar. Eu sou tão forte ao mostrar a minha fraqueza. Talvez um dia fui a melhor.
Alguma imaturidade, fraco desempenho, acuso-me, sem pensar. Eu sou tão forte ao mostrar a minha fraqueza. Talvez um dia fui a melhor.
10.26.2010
kp, não conheces.
Preciso que faças uma pausa, são cinco minutos de viagem.
Folheia o nosso livro, aquele que começámos a escrever aos 6 anos de idade, sorri agora ao ver as nossas roupas, estamos no bar? Jumicar? Estou feliz, estás feliz, somos felizes juntas. Relembra. Vai até ao quarto da tua mãe, está lá o telefone? A secretária esta no mesmo sitio? As nossas fichas? Ri-te, eras mesmo cómica, eu ria-me contigo, sorrimos juntas. Lembra-te. Abre a tua carteira, estou lá? Gostas desse meu casaco? Queres que te empreste? Precisas de mim, eu preciso de ti, precisamos de estar juntas. Observa. Vai ao menu do teu Nokia, mensagens? Rascunhos? Galeria? Falas tanto comigo, falo muito contigo, falamos sempre juntas. Recorda. Abre a nossa pasta de fotos no computador, estamos onde? Algarve ? Alguma festa? Fomos as compras? Num jantar? Diz-me tudo, estou sempre ao teu lado, estás do meu lado, estamos juntas. Repara. As quatro paredes que te rodeiam, estou no centro? Estamos bonitas? Foi em que ano? Desabafa, tens saudades destes tempos, eu tenho saudades, estamos com saudades juntas.
Não preciso de te perguntar mais nada, olha para o lado, estou aqui, sempre aqui, como sempre estive, e estarei, m'a..
R: Até sempre
Tu vens-me com matemática, eu prefiro passar à história.
Escolho o fim, na verdade é o mais fácil, porque o mais difícil já eu passei, sem ti, sim, eu consegui. Já não me incomoda qualquer coisa que venha da tua parte, e porquê? Porque de tua parte nada há. Não, não mudei de ideias, sei bem o que te disse na mensagem em que me acusavas de inconsciência, quando na verdade foste tu que te apoderas-te dela. És a minha maior desilusão, culpa minha, só minha que te quis por num patamar muito superior a tudo e todos, culpa minha que quis partilhar tudo contigo, que me habituei a ti como uma parte de mim, parte essa que me partiu ao meio, sem deixar nada, ou melhor que me deixou (em) tudo. Mesmo assim ainda te aconselho a olhar para esta história, ou qualquer outra que preservavas, vê bem, repara, só te estás a perder. Eu admiro a forma como consegues estar tão bem, a forma como tu te resguardas nesse mundo que transformas-te tão pequeno.
Não sou eu que não sei calcular, és tu que não consegues perceber.
Responde-me tu agora, onde estás ?
Eu até podia desacreditar em tudo isto, agarrar-te no braço e falar, mas eu já não te oiço, não te vejo, já nem te quero 'amor'..
Escolho o fim, na verdade é o mais fácil, porque o mais difícil já eu passei, sem ti, sim, eu consegui. Já não me incomoda qualquer coisa que venha da tua parte, e porquê? Porque de tua parte nada há. Não, não mudei de ideias, sei bem o que te disse na mensagem em que me acusavas de inconsciência, quando na verdade foste tu que te apoderas-te dela. És a minha maior desilusão, culpa minha, só minha que te quis por num patamar muito superior a tudo e todos, culpa minha que quis partilhar tudo contigo, que me habituei a ti como uma parte de mim, parte essa que me partiu ao meio, sem deixar nada, ou melhor que me deixou (em) tudo. Mesmo assim ainda te aconselho a olhar para esta história, ou qualquer outra que preservavas, vê bem, repara, só te estás a perder. Eu admiro a forma como consegues estar tão bem, a forma como tu te resguardas nesse mundo que transformas-te tão pequeno.
Não sou eu que não sei calcular, és tu que não consegues perceber.
Responde-me tu agora, onde estás ?
Eu até podia desacreditar em tudo isto, agarrar-te no braço e falar, mas eu já não te oiço, não te vejo, já nem te quero 'amor'..
10.25.2010
Eu assumo
'Declaro que a Alexandra Pedro da Silva está impossibilitada de praticar Educação Física durante o período de 30 dias'
E eu declaro que um dia eu chegarei ao 30, estarei 30 vezes mais forte, 30 vezes mais capaz, com as 3 pessoas que mais me ajudaram e aqui não preciso que as que fizeram 0 se juntem. É complicado, muito complicado esperar poder subir umas escadas , esperar acordar sem dores, esperar por alguém. É complicado não correr para abraçar, não ir, não conseguir. É complicado observar e não fazer, saber e não exemplificar, querer e não ajudar. É complicado não ter outro pensamento senão este. Isto não é o ponto que eu escolhi, o ponto final não me serve, ao ponto que eu cheguei mas cheguei a que ponto?
"Sim, eu espero, eu compreendo, eu tolero, mas eu não consigo, eu não tenho força para tudo o que há-de vir, não dá mais para olhar e rir, para entender do que me falas, eu já não sei o que quero, onde estou, não fales para mim. Deixa-me estar. Enquanto aqui estiver eu não sinto, ninguém me vê, ninguém sabe, deixa-me ter-te como refugio, mas não digas mais nada. Porque eu às vezes até penso que o melhor é pensar positivo, mas onde está esse lado? Descobre. Faz isso por mim, eu não consigo."
Só espero não o dizer em voz alta para que não me oiças, que continues comigo, que fiques bem. Eu sei, enlouqueci.
10.22.2010
Tudo é tão pouco
Vem cá, promete-me que o último dia é contigo, desabafa, ri-te, chora, chateia-te, chateia-me.
Eu adoro esses teus olhos coloridos, adoro o teu sorriso sincero, até a covinha que fazes, que mal se vê, mas que eu vejo, só eu consigo ver. Dá-me um abraço, deixa-me sentir o teu coração a palpitar, a força do que temos, o carinho que criámos. Olha, olha-me, tira-me este sufoco, dá-me a mão e corre comigo, diz o meu nome no teu tom, aquele tom, tão doce.. Ouve-me, induz-me a ti, o que queres que te diga? fala-me de amor, do nosso amor, só nosso. Anda, cria aqui aquele nostalgia, tão tua, deixa-me participar naquele ambiente que contaminas tão bem, com tanta força. Por favor, pede-me aquilo, impede-me disto, sai comigo, vamos para ali, tira-me daqui. Sente, cada passo que dou ao teu lado, um grande passo com pequenos passos. Lê, é a nossa história, tão linda, atribulada, magnifica, difícil, simples, revê, recorda, (re)vive. Aceitas? Não(.) é um sim que eu quero!
Eu adoro esses teus olhos coloridos, adoro o teu sorriso sincero, até a covinha que fazes, que mal se vê, mas que eu vejo, só eu consigo ver. Dá-me um abraço, deixa-me sentir o teu coração a palpitar, a força do que temos, o carinho que criámos. Olha, olha-me, tira-me este sufoco, dá-me a mão e corre comigo, diz o meu nome no teu tom, aquele tom, tão doce.. Ouve-me, induz-me a ti, o que queres que te diga? fala-me de amor, do nosso amor, só nosso. Anda, cria aqui aquele nostalgia, tão tua, deixa-me participar naquele ambiente que contaminas tão bem, com tanta força. Por favor, pede-me aquilo, impede-me disto, sai comigo, vamos para ali, tira-me daqui. Sente, cada passo que dou ao teu lado, um grande passo com pequenos passos. Lê, é a nossa história, tão linda, atribulada, magnifica, difícil, simples, revê, recorda, (re)vive. Aceitas? Não(.) é um sim que eu quero!
10.20.2010
Perserverante.
Diz-me lá agora, todo o mal que te fiz (!) olha-me nos olhos encarnados e secos, vê o meu rosto gasto, as minhas mãos trémulas, e DIZ-ME. Faz-me ver que não tenho razão, mostra-me o teu lado, agarra-me, leva-me para um sitio mais calmo e discute, diz tudo, até ao último palavrão. Eu só quero que me digas, ainda não percebes-te? Preciso de uma explicação, de uma (des)culpa. É que eu já conheço a história do 'se', da 'culpa não é só minha' ou do 'tu também'. Chega, diz-me a verdade. Dá-me o privilégio de 5 minutos de conversa, 5 dedos marcados na minha cara, mais 5 anos contigo, mas com 5 dedos que se juntam com os teus outros 5. Fala-me em Chinês se não quiseres que entenda, só quero perceber que tens uma unica razão. Ou então...trás-me uma segunda opção, deixa-me ser o teu segundo plano, segunda-feira dá ?
10.19.2010
É confuso. Deixa de lado.
Sabes que não me passo assim, mas assim passas-me ao lado, como se o meu lado não fosse do teu. É incrivel como passas-te a tua historia a limpo, e continuas a cometer os mesmos erros . Não te ensinei tudo, porque para ti é demais aprender. Agora deixa-me sozinha no quarto onde me abandonas-te. Deixas-te a tua muldura e sais-te, assim como o teu cheiro e as saudades. Tu não percebes. Talvez perceba eu, um dia, que assim que poder, troco tudo isto por nada. Porque eu ja nem quero nada em troca, deixa-me estar apenas. Posso estar?
Mas que pergunta. Sabes que vou lá estar...
Mas que pergunta. Sabes que vou lá estar...
Vê (de) Vitória
O que se passa? Quero tanto aguentar mas não consigo, mas persisto, vou insistir, são só mais cinco minutos de esforço, porque não? Ou porque sim? O que estou a fazer vai-me destruir, porque é que não consigo parar? É o sentimento, que amor este tão estranho.
Ninguém mede o que se sente, mas preciso de uma cura urgente, ajudem-me! O pior está para vir e a cabeça fala mais alto que o coração, mas o coração é aquele que não pára, o que mais nos induz à felicidade. Que confusão! Um transtorno insuportável, mas eu tenho que suportar, afinal, o que é da vida sem luta?
E tal como esperava a consulta era inevitável, a obrigação de saber o que se passava, e segui, os primeiros passos foram de uma espera, mas que espera (…). Até que o meu nome se ouviu, a cadeira de paciente era-me tão desconhecida, que estranho estar ali, que local sufocador. Desde a observação, ao inquérito, à massagem, tudo parecia estar a correr mal, e o pior adivinhava-se. “Estás fraca, e se não aguentas o melhor para ti, é parares…” Mas como é que se pode dizer a alguém para parar? Que direito temos nós de proibir, de limitar?
A saída fora um autêntico luto, sem mais palavras para descrever aquele percurso, luto, é a única que encontro. Tudo isto nos entristece, tudo isto é luta, tudo isto é um (re)começo, como se tivéssemos uma nova vida.
Depois de um longo caminho, no único sitio onde consegui finalmente respirar fundo, decidi fazer uma pesquisa. Procurei ‘vida’: (Período que decorre desde o nascimento até à morte dos seres). Como é que esta definição pode ser tão vaga, como pode lembrar tanta coisa e ao mesmo tempo acreditarmos que é realmente nada?
Vida? Eu consigo definir melhor.
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