Não desejo receber pancadas nas costas e abraços mal dados de 'vai ficar tudo bem' porque já faz 4 meses de uma paragem, que só não se prolonga mais porque decidi eu parar o que já estava parado, completamente parasita, não passar além disto, estagnar. Logo eu que nunca desisto daquilo que quero, que vou até ao ultimo grito de desespero até conseguir, agora estou obrigatoriamente, decida a conservar-me. Como se tivesse 80 anos, mas pouco me importa. A minha vida não vai para além de pouco estudo, muita desorientação, cigarros, álcool e abstenção total de sentimentos afectivos. Voluntariamente, um passo meio à frente do outro, por vezes custosos, eu avanço e digo com todas as letras, 'eu não consigo'. Até já troquei de estilo para um mais intelectual, se bem que preferia os meus calções e meias até ao joelho. As coisas banais, hoje são os meus hobbies preferidos, sem haver eleições, ganharam. Não me sinto mal, porque ainda acredito no verde dos meus olhos, essa que dizem ser a última a morrer. O pior é que já me sinto privada da minha vida. Cessei todos os meus costumes e troquei-os por uma vida pouco aconselhável. Não me recomendo. De uma forma muito própria obrigo o meu corpo a morrer aos poucos, para chegar à noite, sentir o cansaço de não fazer absolutamente nada, e dormir. Ter o privilegio de sentir a dor que tanto me afecta, por toda a parte, e fechar os olhos já adormecidos há muito... A minha força advém de uma maturidade conseguida entre camas de hospital, salas de espera, terças feiras negras, entre tantas outras preocupações.
'E chega de lamentações quando já não há nada a fazer' esta é típica frase que nem chega a entrar nos meus ouvidos, porque não gosto que me falem do que não sabem, não gosto que me digam 'eu entendo' quando nunca sentiram, nunca não conseguiram. Mas eu já virei costas a tudo, portanto, isto é só mais
um assunto mal arrumado que vou deixar para trás, a que um dia mais tarde voltarei, com menos paciência ainda, mas com muito mais vontade.
E hoje dei por mim a pensar na traição das pessoas ao insultaram uma imagem mal interpretada do que julgam ser o que se passa comigo. Não entendo o porquê,
de me perguntarem 'Como é que foi?' quando no fundo isso era apenas uma pergunta retórica, há qual não querem que seja motivo de conversa. Mas eu não preciso de absolutamente nada disso, eu já não preciso de nada que me faça bem, porque estou focada num único objectivo, destruir-me, muito lentamente, eu irei
desaparecendo, sem que ninguém note, eu vou...
E no fim:
'Irreconhecivelmente, eu destrui-me, sem querer, tropecei e caí, para sempre... adeus '

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