9.23.2011

''Para se estar junto, não é preciso estar por perto''


Há momentos pelos quais passamos que nunca se iremos esquecer, outros que por mais que tentemos não apagam. Eu gostava de ficar neste momento, assim, aqui, para sempre.

Tenho medo, medo que este momento seja dos últimos, medo de estar em contagem decrescente para algo que se vai destruir. Tantos anos, tanta coisa, tanto que me parece tão pouco quando estou a dias de poder vir a esquecer tudo. É difícil retratar apenas por breves instantes tudo o que aconteceu, tudo o que fizemos, mas é tão fácil relembrar e sorrir por um nós,. Não consigo construir duas frases para falar deste assunto, perturba-me de verdade. É algo em que nunca tinha pensado realmente bem, mas que hoje me fez desesperar. Parece que estou a ficar para trás, quando na verdade o problema é que estou um passo à frente. Todos me contam o que se passou, como correu, tristes e  pouco entusiasmados, mas ... quem me dera! Gostaria imenso de poder estar lá com todos de novo. Eu estou no virar de uma pagina que me assusta, sei que é o certo, mas não digo com certeza que o é. Não tenho a certeza se a distancia vence sempre porque já me derrotou uma vez, não com laços tão fortes. Mas até que ponto somos realmente fortes? Sempre ouvi dizer que as amizades têm que se preservar, mas, como é que isso se faz mesmo?

Não tenho como voltar atrás, não tenho outra saída, nem quero ter. Sei que isto pode ser só medo, mas ao menos assumo-o junto das minhas folhas, fartas de me ouvir.

Por outro lado, o desconhecido seduz-me, e faz-me bem. Mudar tudo isto incentiva-me e faz me querer que vou gostar. Atrai-me a multidão, o novo conhecimento, o facto de estar a percorrer finalmente um caminho só meu, escolhido e delineado por mim. Quero percorrê-lo e ser a responsável por isso, quero cair e culpar-me por todos os erros, apontar o dedo somente a mim, porque foi isto que eu escolhi.... (Estas são as reticências que um dia vão desaparecer, porque quero todos os dias, acabar de contar a minha história, para quem ainda a quiser ouvir, que longe ou perto, terá um ponto final como todas as outras.)




5.31.2011

Hoje preciso que me digas o quanto te devo, calcula rapidamente o preço desta felicidade porque não aguento muito mais sem uma retribuição. Ou então explica-me apenas como. Como é que consegues sem pedir nada em troca? Como se retribui algo assim? Como?! Por vezes é difícil para mim encarar-te sabendo que me deste tanto, do pouco, que te pedi.

A luz apagasse, os olhos querem adormecer e sonhar contigo mais uma vez, as mãos tremulas incansaveis percorrem esta folha de papel na esperança de encontrar aqui significado algum que possa explicar pelo menos metade do que o coração pede. O meu relógio aponta 3h43m, e a mente começa também a dar sinais de cansaço, a falta de vocabulario é o alerta do seu pré-esgotamento. Mas como te explicaria eu que quis baixar os braços enquanto te tentei homenagear se tu nunca o fizeste ?

Quando me encontro com os seres mais estranhos e imaginários, falando e segredando apenas comigo, tento pensar o quanto tu deverás gostar de mim. Saber que há alguém, no meio de tantos 'alguéns' , que nos ame infinitamente, é algo mágico que nos conforta e nos esperança de um dia amar alguém assim também. Mais que isso é saber reflectir tantas vezes sobre o mesmo assunto e o sentimento ser sempre o mesmo, unico e inigualável  Comparo-te a algo  inalcansavel mas que eu tenho bem perto de mim, o que te torna qualquer coisa de precioso, que comigo é inquebrável, que sem ti não tinha valor. A mágoa só chega na hora em que penso na partida, que tenho de encarar algum dia. Perco-me a procurar tentativas de um sempre desesperado. Chego à conclusão que o sempre é definido por nós, e tu estarás no sempre que prometemos ficar. Ensina-me apenas, antes do 'até já', a ser como tu.

Acredito que nem sempre seja facil mas vejo em ti o ser mais forte e corajoso, e já que estamos todos nós intitulados, tu serás sempre o meu titulo preferido.

3.18.2011

Já não sinto (...)

Sinto a tua falta e nem consigo perceber porquê. Sinto que podias mudar a minha vida , mas a distância de grupos distintos, de faltas de tempo, de intervalos perdidos a pensar numa maneira de te ver com pessoas que parecem não te dizer nada. Sinto que se não me serves, já não és tu. Sinto que podias saber tudo da minha vida e quando me encontro no teu olhar não sou capaz de te dizer nada. Sinto que te amo, mas que esse amor se perde a cada instante que não te vejo. Sinto a necessidade de te pertencer por completo e nunca conseguir chegar onde precisas, onde muitos chegam. Sinto-me a ocupar um lugar que tantos ocupam, quando quero ter um lugar de destaque. Sinto que te divides, mas não justamente. Sinto que me mentes, como eu menti toda a minha vida. Sinto que daria a minha vida por ti, mas tu és praticamente metade dela. Sinto a tua falta, para não dizer saudades. Sinto que te podia dar um mundo inteiro de tudo o que gostas, e tu não queres nem metade. Sinto que podia partilhar contigo cada letra deste texto a sentir coisas boas, mas não as sinto. Sinto que te esforças num inicio ambicioso, que acaba em, realmente, nada. Sinto estas palavras duras, que mudaria para expressões tão diferentes. Sinto que, provavelmente, exijo demais...

Sinto que não sentes nada, porque se o sentisses, davas-me mais, do pouco, que me dás.

2.23.2011

'Ignora a minha expressão triste e as minhas cicatrizes'

Da última vez que agiste assim comigo, lá estavas tu a porta da escola com a porca que mais temia, agora voltas e desculpa mas tenho que me proteger a mim primeiro, não são só ciúmes, e um retroceder no passado que também me destrói todas as noites em que não consigo dormir a pensar que já não me amas. Assumo o medo que me atinge, me aflige e que não quero. Deixa-me de uma vez se não é comigo que queres estar, deixa-me ficar a um canto e pensar que nada se passa.
Todos os dias o meu coração dá sinais que te amo, e ao mesmo tempo que te estou a perder. Aquela pergunta que faço repetitivamente a olhar-te nos olhos, persegue-me no inconsciente que me alerta 'Porque é que é estas a fazer isto?'
Amor. Eu sei o que quero, pensa tu se é a mim que me queres. Estou contigo, mesmo que seja só eu a seguir os teus passos, o caminho é o mesmo. A insegurança, nunca a senti, nem nunca fui eu que amei mais nesta relação, tenho consciência disso, mas luto o que for preciso para perceberes que sou a tua base, sou o escudo e a chama, sou o que for preciso para que isto não acabe. Opta pelo que te faz feliz, respeitar-te-ei.
Não percebo o porque de ficar neste drama constante cada vez que penso que te posso perder, mas cada vez que me agarras é um motivo para cair nos teus braços, sem certezas que eles me seguram, sem perceber se é este corpo que eles querem abraçar. Na alma dos teus olhos, e a expressão triste de quem te ama, tive que te deixar, talvez a pensar, talvez...  
Só não percebo porque escorrem as minhas lágrimas enquanto dizes que me amas. Simples, não acredito (?)

1.27.2011

Fui.

Não desejo receber pancadas nas costas e abraços mal dados de 'vai ficar tudo bem' porque já faz 4 meses de uma paragem, que só não se prolonga mais porque decidi eu parar o que já estava parado, completamente parasita, não passar além disto, estagnar. Logo eu que nunca desisto daquilo que quero, que vou até ao ultimo grito de desespero até conseguir, agora estou obrigatoriamente, decida a conservar-me. Como se tivesse 80 anos, mas pouco me importa. A minha vida não vai para além de pouco estudo, muita desorientação, cigarros, álcool e abstenção total de sentimentos afectivos. Voluntariamente, um passo meio à frente do outro, por vezes custosos, eu avanço e digo com todas as letras, 'eu não consigo'. Até já troquei de estilo para um mais intelectual, se bem que preferia os meus calções e meias até ao joelho. As coisas banais, hoje são os meus hobbies preferidos, sem haver eleições, ganharam. Não me sinto mal, porque ainda acredito no verde dos meus olhos, essa que dizem ser a última a morrer. O pior é que já me sinto privada da minha vida. Cessei todos os meus costumes e troquei-os por uma vida pouco aconselhável. Não me recomendo. De uma forma muito própria obrigo o meu corpo a morrer aos poucos, para chegar à noite, sentir o cansaço de não fazer absolutamente nada, e dormir. Ter o privilegio de sentir a dor que tanto me afecta, por toda a parte, e fechar os olhos já adormecidos há muito... A minha força advém de uma maturidade conseguida entre camas de hospital, salas de espera, terças feiras negras, entre tantas outras preocupações.
'E chega de lamentações quando já não há nada a fazer' esta é típica frase que nem chega a entrar nos meus ouvidos, porque não gosto que me falem do que não sabem, não gosto que me digam 'eu entendo' quando nunca sentiram, nunca não conseguiram.  Mas eu já virei costas a tudo, portanto, isto é só mais
um assunto mal arrumado que vou deixar para trás, a que um dia mais tarde voltarei, com menos paciência ainda, mas com muito mais vontade.

E hoje dei por mim a pensar na traição das pessoas ao insultaram uma imagem mal interpretada do que julgam ser o que se passa comigo. Não entendo o porquê,
de me perguntarem 'Como é que foi?' quando no fundo isso era apenas uma pergunta retórica, há qual não querem que seja motivo de conversa. Mas eu não preciso de absolutamente nada disso, eu já não preciso de nada que me faça bem, porque estou focada num único objectivo, destruir-me, muito lentamente, eu irei
desaparecendo, sem que ninguém note, eu vou...

E no fim:
'Irreconhecivelmente, eu destrui-me, sem querer, tropecei e caí, para sempre... adeus '

1.06.2011

Espaço e reticencias

‎'Peixes: Como vivem num mundo de sonhos e fantasias, tendem a idealizar o amor, revelando dificuldade para lidar com o quotidiano da relação'

Não acredito nas fantasias, acredito na imaturidade em relações que me leva a desesperar, a pôr em causa a felicidade dos que quero fazer mais felizes. As minhas explicações não são entendidas, a minha atitude é incompreensível, mas no meio de tudo isto, reparo em como a ti não consigo fingir qualquer tipo de
sentimento, e isto é a prova que te amo, e em como a minha franqueza vai prevalecer, acima de tudo, neste relacionamento. Podia arranjar mil desculpas, falsidades para poder ter este espaço que necessitava mesmo de ter, mas não, tu não mereces, nem eu seria capaz de o fazer. É incrível, em como até 'separados'
toda a amizade não abala, é eterna, sem medo de qualquer problema que o namoro possa causar. Fui e estou feliz à 4 meses, só precisava de um tempo meu, de ficar bem comigo, de me sentir livre, sempre contigo no meu pensamento, sempre contigo em tudo. É difícil de explicar quando já sofri tanto pela distância, é difícil entender como agora possa sofrer com a proximidade, é irreal, é o mundo de sonho e fantasias em que não acredito!
Sabes que não faria isto se tu não o quisesses, faço-o porque sinto que no fundo me entendes e percebes que precisava deste tempo. Talvez esteja a falhar, e podes-me apontar o dedo quando quiseres, ao contrário de mim, tu podes fazê-lo! Só não quero que te esqueças de tudo o que passámos, que desejámos e que iremos passar, e sim, digo isto com toda a certeza do mundo. Quero ficar contigo, e quero tudo de volta.

Beijinho D, espera por mim, por favor...